Como eu sofri por você,
como eu chorei por você,
pensei que essa dor que estava aqui dentro jamais passaria,
como me doeu, machucou demais esse meu coração.
Hoje vejo você aí, já tá em outra, e nem sequer pensa em mim,
logo eu que sempre me importei tanto com você, logo eu que sempre quis seu bem...
Talvez eu tenha sido dura demais, quem sabe foi o meu ciúme, a minha mania de querer cuidar de você que tenha feito você se distanciar tanto ao ponto que eu tive que partir.
Quem sabe um dia você sinta falta do meu cheiro em seu travesseiro, as vezes um dia de chuva lhe fará lembrar de mim, talvez você sinta minha falta pra assistir filme aos sábados, pra te fazer carícias, brigadeiros e mais alguns doces, as vezes você note que aquele meu carinho, aquele meu ciúme, era só porque eu queria te fazer feliz, que amor maior que o meu, você nunca mais terá. Talvez, ao escutar nossa música, você derrame algumas de muitas lágrimas que já derramei, um dia você sinta a dor que eu senti e resolva lutar por mim.
E quem sabe você se lamente por tudo o que aconteceu e com o tempo você possa entender que eu estava certa, que eu não queria o seu tempo todo pra mim, eu queria apenas o meu tempo, o tempo que eu tinha direito, eu não era tão possessiva o quanto parecia, eu não sou mais tão fraca o quanto eu era, eu só queria a mesma atenção que eu te dava.
Mas as coisas foram ficando difíceis, aquele amor tão grande foi ficando arisco, andávamos sem paciência, nos esquecemos que se não cuidar, acaba. Não cuidamos, e deixamos aquele sentimento verdadeiro ser levado por coisas minúsculas.
Ah o amor...
amor que não vejo faz tempo, amor que eu nunca mais consegui encontrar, amor que me deixou destruída e sem chão, mas que me fez feliz como nunca, amor que trás consigo proteção, trás paz, trás o sorriso, amor que eu ainda espero, sem saber ao menos como e onde encontrar.
Espero que o tempo não me tire tudo de bom que está guardado na lembrança, mas desejo que ele apague as mágoas, as decepções! Eu estava aqui o tempo todo, só você não viu.
Beatriz Bernades.
terça-feira, 27 de julho de 2010
terça-feira, 20 de julho de 2010
Depois do fim!
Sábado a noite, nada pra fazer, resolve comprar uma torta para acompanhá-la no filme que começará em pouco tempo, ao sair do mercado com o que desejava, deu de cara com ele. Logo hoje?
Pensa ela.
Ele a olha bem fundo nos olhos e ela desvia o olhar, pela primeira vez o coração não acelerou e nem ficou tremula, ela nem sequer pensou em entrar no mercado outra vez fingindo que esqueceu algo, só para lhe observar por mais algum tempo. Será que realmente acabou?
Tem anos que terminaram, mas ela ainda insistia em achar que ainda o amava, é, realmente amava, mas pela primeira vez algo diferente aconteceu, lhe deu as costas sem sentir vontade de olhar para trás, era como se aquele passado tivesse acabado de se resolver ali.
Chegou em casa e ao abrir o guarda-roupa para pegar o edredon, achou aquele boné vermelho que ele gostava, nessa hora deixou a torta e o filme para depois, resolveu fazer uma limpeza. Pegou um saco de lixo, sentou no chão, junto ao guarda-roupa, e pra dentro daquele saco foram o boné, a aliança, algumas cartas lindas de amor com uma letra feia, passou os olhos na agenda onde escrevia tudo que acontecia entre os dois, ao abri-lá, logo viu um botão de rosa seco e perfumado, ela sorriu, lembrou que aquele botão fez parte de um buquê lindo de rosas vermelhas que ela ganhou no primeiro mês que estavam juntos, ao virar a página leu: " .. e a briga foi feia, pensando muito em terminar, mas ainda não tenho coragem..", lembrou do quanto sofria toda vez que brigavam, e enfiou-a no saco de lixo, não só aquela agenda como toda a tristeza que sentia no momento, suspirou, olhou firme para um travesseiro de coração que havia em cima da cama, resolveu se livrar de tudo, se o coração acabara de lhe dizer o que tanto esperou ouvir, não tinha mais o porquê guardar tantas coisas.
Amarrou forte, foi até o portão e deixou tudo ali, sem nenhum aperto no coração, sem olhar para trás, pela primeira vez tinha sentido que o fim tinha chegado, e ao invés de machucá-la, como o de costume, ela suspirava aliviada, e a vontade de voltar no tempo nem sequer passou pela sua cabeça.
Voltou para o quarto, fechou a porta e apagou a luz, se deitou sem ao menos pensar na cena do mercado, sem ao menos pensar nele, ao perceber o fim, veio também a tranquilidade tão esperada durante todo esse tempo, e amanhã, ao acordar, se sentirá nova, pronta para amar outra vez, sem trazer consigo contratempos desse relacionamento, a dor que passou não vai fazê-la parar de sonhar, nem de procurar por seu príncipe encantado!
B. Bernades.
Pensa ela.
Ele a olha bem fundo nos olhos e ela desvia o olhar, pela primeira vez o coração não acelerou e nem ficou tremula, ela nem sequer pensou em entrar no mercado outra vez fingindo que esqueceu algo, só para lhe observar por mais algum tempo. Será que realmente acabou?
Tem anos que terminaram, mas ela ainda insistia em achar que ainda o amava, é, realmente amava, mas pela primeira vez algo diferente aconteceu, lhe deu as costas sem sentir vontade de olhar para trás, era como se aquele passado tivesse acabado de se resolver ali.
Chegou em casa e ao abrir o guarda-roupa para pegar o edredon, achou aquele boné vermelho que ele gostava, nessa hora deixou a torta e o filme para depois, resolveu fazer uma limpeza. Pegou um saco de lixo, sentou no chão, junto ao guarda-roupa, e pra dentro daquele saco foram o boné, a aliança, algumas cartas lindas de amor com uma letra feia, passou os olhos na agenda onde escrevia tudo que acontecia entre os dois, ao abri-lá, logo viu um botão de rosa seco e perfumado, ela sorriu, lembrou que aquele botão fez parte de um buquê lindo de rosas vermelhas que ela ganhou no primeiro mês que estavam juntos, ao virar a página leu: " .. e a briga foi feia, pensando muito em terminar, mas ainda não tenho coragem..", lembrou do quanto sofria toda vez que brigavam, e enfiou-a no saco de lixo, não só aquela agenda como toda a tristeza que sentia no momento, suspirou, olhou firme para um travesseiro de coração que havia em cima da cama, resolveu se livrar de tudo, se o coração acabara de lhe dizer o que tanto esperou ouvir, não tinha mais o porquê guardar tantas coisas.
Amarrou forte, foi até o portão e deixou tudo ali, sem nenhum aperto no coração, sem olhar para trás, pela primeira vez tinha sentido que o fim tinha chegado, e ao invés de machucá-la, como o de costume, ela suspirava aliviada, e a vontade de voltar no tempo nem sequer passou pela sua cabeça.
Voltou para o quarto, fechou a porta e apagou a luz, se deitou sem ao menos pensar na cena do mercado, sem ao menos pensar nele, ao perceber o fim, veio também a tranquilidade tão esperada durante todo esse tempo, e amanhã, ao acordar, se sentirá nova, pronta para amar outra vez, sem trazer consigo contratempos desse relacionamento, a dor que passou não vai fazê-la parar de sonhar, nem de procurar por seu príncipe encantado!
B. Bernades.
terça-feira, 6 de julho de 2010
A dor é inevitável, o sofrimento é opcional!
Temos amores de uma noite, noites de muitos amores, relacionamentos que acabam antes mesmo de começar, outros que começam com um beijo, fins de romances de anos.. e vivemos assim, amando, desgostando, nos frustrando, realizando, magoando e sendo magoados.
Termina o namoro e no outro dia acha que vai morrer, que a vida não tem mais sentido, mas depois de alguns meses ou até dias, isso tudo passa, e vira motivo de risada. Tudo que tem um começo, necessariamente, TEM FIM, e temos que 'entrar' sabendo, nada é eterno, nada dura pra sempre.
Com o tempo, conseguimos enxergar que somos mais fortes que imaginávamos, e desgostos amorosos se transformam numa coisa quase insignificante, que passa depois de uns dois copos de cerveja, é verdade, hoje em dia você não fica mais um mês sem comer e sem sair de casa por causa dele, hoje em dia você não corre atrás nem se lamenta pelo o que aconteceu, não chora quando lhe contam algo sobre ele e nem ao ver as fotos antigas, hoje em dia, você sabe quem realmente te da valor, quem realmente merece algumas lágrimas sua, você já é mais esperta e tenta selecionar quem deve e quem não deve entrar na sua vida.
Não deu certo? Levante, não se lamente por ter caído nessa, agora já passou e serviu como experiência, tiramos lições de tudo, basta abrir os olhos e enxergar o que a vida tem pra nos mostrar. A dor é inevitável, o sofrimento é opcional!
Beatriz B.
Termina o namoro e no outro dia acha que vai morrer, que a vida não tem mais sentido, mas depois de alguns meses ou até dias, isso tudo passa, e vira motivo de risada. Tudo que tem um começo, necessariamente, TEM FIM, e temos que 'entrar' sabendo, nada é eterno, nada dura pra sempre.
Com o tempo, conseguimos enxergar que somos mais fortes que imaginávamos, e desgostos amorosos se transformam numa coisa quase insignificante, que passa depois de uns dois copos de cerveja, é verdade, hoje em dia você não fica mais um mês sem comer e sem sair de casa por causa dele, hoje em dia você não corre atrás nem se lamenta pelo o que aconteceu, não chora quando lhe contam algo sobre ele e nem ao ver as fotos antigas, hoje em dia, você sabe quem realmente te da valor, quem realmente merece algumas lágrimas sua, você já é mais esperta e tenta selecionar quem deve e quem não deve entrar na sua vida.
Não deu certo? Levante, não se lamente por ter caído nessa, agora já passou e serviu como experiência, tiramos lições de tudo, basta abrir os olhos e enxergar o que a vida tem pra nos mostrar. A dor é inevitável, o sofrimento é opcional!
Beatriz B.
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