segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Enterrar o que puder, o que conseguir!

E tenho você aqui comigo novamente. Seus olhos brilham mais que de costume, seu sorriso parece mais intenso, mais contagiante. Nosso amor parece estar maior ainda, mais seguro, mais gostoso. Lembra quando era assim? Porque esse maldito amor é tão bom?
Não foi correto deixar nossa estrela se apagar. Aquela, que era a mais bela, a mais brilhante, está igual as outras, seu brilho já não se destaca mais. Pode até tentar encontrá-la, por sinal, ela estará lá. Mas não é mais a nossa estrela, é só mais uma.
As promessas não cumpridas, os sonhos perdidos. É melhor doer agora, doer de uma só vez. Cortar o mal pela raiz. É melhor enterrar o que tiver que ser esquecido e é melhor se conformar a eternizar as lembranças. Para que não doam mais.
Desculpa não poder te ajudar, não tenho mais forças. A ferida que ficou aqui, cresceu, sangrou, mas agora já está cicatrizando.

"Coragem (...) é abençoar o amor, aquele lá, que já não se alcança mais!"


Beatriz Bernades.

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Quando acaba.

Talvez a tristeza doa tanto em mim por eu ter conhecido bem demais a felicidade.

Dizemos que vai dar tudo certo, que vai acabar tudo bem, queremos achar força de algum lugar para continuar caminhando, continuar vivendo. Mas, e quando dá tudo errado? Quando você vê que não tem mais saída, muito menos solução?
E se essa vontade de vencer, de chegar ao topo, tiver sumido?
O que fazer?
Continuar levando. É o único jeito.
Com esperança fica mais fácil, dói menos. Mas chega um ponto que ela também se vai. E não lhe resta mais nada. A não ser, você mesma.
Você sabe que não resolve nada pensar assim. Sabe que tá errada. Já conhece todos os conselhos que irá ouvir. Você sabe. Sabe que está sendo fraca, que está abandonando o barco cedo demais. E sabe que pode se arrepender depois. É, você sabe.
Mas não adianta só saber. É preciso querer. Mas essa força de vontade, as vezes não depende de você. Ela simplesmente se vai e você não consegue ter controle sobre ela, não tem força para trazê-la de volta. As vezes você não tem nem vontade de ter força, você entrega os pontos, se deixa cair e não pensa em levantar.

Beatriz B.

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Caminho.

Tenho andado tanto sem rumo, me afastado tanto, me perdendo tanto, que não sei mais o caminho de volta, se bem que nem sei mais se quero voltar. E seguir em frente também não tá nada fácil.
Caminho em meio de tantas pessoas, em um mundo que não pára, e tudo parece se calar. Parece emudecer diante de todos os meus problemas.
Todo o resto do mundo parece ser diferente desse que eu tô vivendo. Pessoas tão diferentes do que sou hoje, mas tão iguais ao que eu era antes.
Pessoas não me interessam.
Pessoas, na verdade, me estressam.
Me sinto só. Acho que nenhuma companhia me fará bem, mas ao mesmo tempo, preciso de alguém. Quero, e ao mesmo tempo, não quero.
Quero ainda caminhar, não sei pra onde. Mas ficar parada me dá medo. Me ocupar com alguma coisa seria bom, as vezes, nesses caminhos acho alguma coisa coisa que me disperse à atenção. Trocar os meus pensamentos.
Quero andar, andar e andar. Quem sabe alguém ou alguma coisa venha me salvar?

Beatriz B.

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

esse lugar

.. e sair voando pra bem longe daqui.
Lugar distante, onde meus erros não tenham tanto peso e a saudade não machuque tanto. Onde minhas lágrimas sejam menos amargas e meus pesadelos não durem tanto tempo assim. Onde eu possa deixar um pouco de lado todos os meus erros, minhas falhas. Lugar onde eu possa me esquecer dos momentos ruins, e guardar as lembranças, as boas, dentro de uma caixinha, da qual elas não possam sair e me fazer chorar, e meus desejos possam ser trancafiados, controlados.

Beatriz B.

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Lembro!

Lembro do seu jeito, do seu cheiro. Lembro dos fios de cabelo que eu deixava em sua cama, do seu rosto e do seu sorriso após os meus beijos. Lembro do seu olhar, dos seus olhos que me prometiam a felicidade. Das viajens, juras de amor, do ''eu te amo''. De como você me dominava, me pegava em seu colo, e calava minha boca com um beijo. Lembro quando você ficava me observando enquanto dormia, quando você me modia deixando marcas e eu nem sequer sentia dor. Das brigas, das reconciliações, dos choros, lembro do seu abraço que me acolhia, me protegia, que me dava a sensação de proteção, de ''tá tudo bem''. Dos seus ciúmes bobos, das suas provocações. Do seu jeito de me pedir perdão, de me convencer. Lembro das surpresas, do calor, brilho nos olhos, lembro daquela felicidade diferente e única.
E lembro da distância, da falta, da dor, da saudade, e da vontade!

Bernades B.